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“Igualdade da mulher é constitucional, mas ainda precisamos efetivar isso na sociedade”diz Priscilla

Vereadora de Goiânia participou de Simpósio Internacional sobre a importância da mulher na construção de um parlamento democrático. Ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, foi uma das palestrantes do evento, no Senado Federal


Ministra Cármen Lúcia, do STF, uma das palestrantes do Simpósio


A vereadora de Goiânia, Priscilla Tejota (PSD), afirmou, nesta quinta-feira, 27, em Brasília, que o Projeto de Lei 2.235/2019, do senador Luiz do Carmo (MDB- GO), que prevê a reserva de pelo menos 30 por cento de vagas para a ocupação de cargos por mulheres nas cadeiras do Congresso Nacional, Câmaras Estaduais e Municipais é fundamental para aumentar a participação feminina nos espaços na política e na sociedade. “A igualdade da mulher está na Constituição, mas ainda precisamos efetivar isso na sociedade. O projeto do senador é um grande instrumento para essa formação”, disse a vereadora.


Ela participou do 1º Simpósio “A Importância da Mulher na construção de um Parlamento Democrático”, promovido pelo senador Luiz do Carmo, no Auditório Petrônio Portella, no Senado Federal, e que teve como uma das palestrantes a ministra do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia. Segundo Priscilla Tejota, o simpósio “é oportuno porque amplia o debate sobre o papel da mulher na construção de um país democrático que realmente garanta a dignidade à mulher e a igualdade de direitos”.


Na abertura do simpósio, foram apresentadas estatísticas sobre a representação feminina no mundo político brasileiro, a começar pelos governos estaduais, em que apenas uma mulher figura entre os 27 governadores. Nas casas legislativas, as mulheres são apenas 15%, no Senado Federal, elas são 13 e na Câmara dos Deputados, 72 mulheres.


A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, observou o quanto ainda há de preconceito em relação à mulher no país e o quanto há por se fazer. Disse não acreditar mais em reformas e que o momento é de transformação da sociedade. Ela ressaltou que as leis são imprescindíveis, mas que é a sociedade que pratica o direito. “O lugar da mulher é onde ela quiser e onde se sente feliz”, enfatizou.


A senadora Rose de Freitas (Podemos-ES), que está em seu oitavo mandato, falou da sua atividade pioneira na presença da mulher num parlamento de homens e pontuou questões culturais e sociais que determinam o lugar da mulher na sociedade brasileira. Disse representar as mulheres anônimas que sofrem abandonos e toda ordem de discriminação e de suas propostas. Afirmou que “não é democrático o país onde mais da metade da população não tem voz”.


As deputadas federais Tabata Amaral (PDT-SP), Áurea Carolina (PSOL- MG) e Soraya Santos (PL-RJ) também foram palestrantes no simpósio, bem como a vereadora de Goiânia Léia Klebia (PSC). O senador Vanderlan Cardoso (PP- GO), também presente, lembrou que embora as mulheres ainda sejam poucas no Senado Federal, elas têm forte representatividade. “Elas vêm assumindo espaço com determinação”, destacou.


O 1º Simpósio Internacional contou, ainda, com a participação da atriz, modelo e ativista Luiza Brunet; da conselheira Política da Embaixada da Espanha, Tamar San Miguel; da representante da ONU Mulheres no Brasil, Ana Carolina Querino; da presidente da Comissão Nacional da Mulher Advogada, Daniela Borges; e da co-fundadora do Grupo Sabin, Janete Vaz.


O Projeto de Lei 2.235/2019, do senador Luiz do Carmo (MDB- GO) deverá ser votado na próxima semana. 

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CÂMARA MUNICIPAL DE GOIÂNIA - Gab. 15                                     Vereadora Priscilla Tejota                                        priscillatejota@camaragyn.gov.br                    (62) 3524-4305