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Hora de abraçar Goiânia

Atualizado: Out 27

Nasci aqui e, embora tenha me mudado criança para o Pará, onde vivi vários anos, foi em Goiânia que construí minha identidade


Goiânia é meu berço e meu lar. Nos últimos quatro anos, virou alvo de minha atuação profissional e objeto de minhas ambições ver essa cidade cada vez melhor. Nasci aqui e, embora tenha me mudado criança para o Pará, onde vivi vários anos, foi em Goiânia que construí minha identidade.


Aqui estudei, me formei, casei e tive meus filhos. Não me vejo vivendo em outro lugar. A cidade virou objetivo de meus esforços na Câmara Municipal. Como parlamentar, admito momentos de exasperação com os problemas crônicos ainda não enfrentados pela prefeitura da capital.


Goiânia é uma metrópole em expansão e, para que cresça de modo harmônico, sustentável e socialmente justo, é importante que as bases desse desenvolvimento – que, diga-se de passagem, já deveriam ter sido erguidas – sejam estabelecidas o quanto antes.


A atenção básica de saúde – um exemplo são os postos de saúde da família, aqueles que deveriam ser mais perto de você, da sua casa, do seu bairro – é responsabilidade primordial e exclusiva da Prefeitura e Goiânia, que tem uma das mais insatisfatórias redes municipais dentre as capitais do País. Os erros se multiplicam: estruturas em péssimas condições físicas, falta de profissionais da saúde, equipamentos, medicamentos e política continuada de qualidade (processos de acreditação); além da falta de unidades de atendimento suficientes, tornando o acesso distante do cidadão.


Goiânia, com mais de 1,5 milhão de habitantes, sofre com as deficiências na saúde em todos os níveis de serviço, dos problemas menores aos mais complexos, e se dá ao luxo de não ter nenhum pronto socorro ou hospital geral próprio do município. A vizinha Cuiabá (MT) tem. João Pessoa (PB) tem. Ambas com menos habitantes e recursos.


Para vergonha nossa, pacientes da capital enfrentam a grande burocracia do sistema (uma verdadeira “Via-Crúcis do SUS”), com longos tempos de espera para consultas, exames, procedimentos e uma oferta de serviços desorganizada e insuficiente.


Há várias medidas simples que poderiam aperfeiçoar o serviço de saúde da capital, com impacto positivo imediato na vida do goianiense. Precisamos de uma rede acessível, mais próxima do cidadão, que inclusive propicie a gestão dos pacientes, entregando os seus medicamentos e necessidades de forma mais efetiva e célere. A saúde não pode esperar!


Tenho muito orgulho de viver e atuar em Goiânia. Amo suas ruas e avenidas, ainda arborizadas, seus parques, sua economia diversificada, sua gente batalhadora. Lamento ainda o transporte público precário que contribui para um trânsito cada vez mais caótico e as escassas opções de lazer e cultura.


Precisamos carrear recursos de emendas parlamentares para postos e Centros de Saúde da Família nas regiões menos favorecidas e para dar infraestrutura básica aos Cmeis. A educação infantil é outra importantíssima atribuição da prefeitura, que tem sido negligente no provimento de vagas, na cobertura geográfica, na definição de um projeto sociopedagógico.


Quero uma Goiânia mais verde, mais saudável e sadia, mais segura e inclusiva. Que acolha a criança e o idoso. Que promova a cultura e o convívio. Que dê oportunidades aos mais jovens.


Tenho convicção de que essa cidade está ao nosso alcance e que só se tornará realidade quando nos dermos as mãos, mirarmos o bem comum e, superando as pequenas divergências, estabelecermos o grande pacto por uma Goiânia mais humana e mais feliz. No aniversário da capital, abraçar Goiânia é firmar esse compromisso.


*Priscila Tejota é vereadora de Goiânia pelo PSD













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CÂMARA MUNICIPAL DE GOIÂNIA - Gab. 15                                     Vereadora Priscilla Tejota                                        priscillatejota@camaragyn.gov.br                    (62) 3524-4305