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Priscilla Tejota propõe declarar Feira Hippie patrimônio cultural da cidade de Goiânia


*Credito da Foto: Antônio Silva



A vereadora Priscilla Tejota (PSD) apresentou na sessão ordinária desta quinta-feira (20) um projeto de lei (PL  Nº 159/2020) que declara a Feira Hippie como patrimônio cultural imaterial de Goiânia.


Com mais de 6 mil barracas, a Feira Hippie de Goiânia é considerada a maior feira ao ar livre do Brasil e da América Latina. “A importância da Feira Hippie, como referência cultural e comercial de Goiânia se tornou tão grandiosa que pessoas de toda parte do país chegam, semanalmente, em uma média de 40 ônibus para as realizar compras, consumindo nossa cultura e levando nossa produção para revender em suas regiões”, destaca Priscilla Tejota.


A parlamentar reforçou a importância da Feira Hippie como dos pontos mais significativos para a realização de compras e consumo da cultura goianiense. “É um bem imaterial e patrimônio intangível, pois é o ponto de encontro de famílias da capital, construída na história da cidade de Goiânia” salientou.


“A Feira-Hippie se enquadra perfeitamente nesse conceito para ser considerada como Patrimônio Cultural Imaterial da nossa cidade de Goiânia, representando parte da arte, cultura e história do povo goianiense”, defendeu a vereadora.


Patrimônio Cultural

O patrimônio cultural de uma sociedade é o fruto de uma escolha a partir daquilo que as pessoas consideram ser mais importante, mais representativo da sua identidade, da sua história, da sua cultura, ou seja, são os valores, os significados atribuídos pelas pessoas a objetos ou práticas culturais e até a lugares, que os tornam patrimônio de uma coletividade.


De acordo com o artigo 216 da Constituição Federal, constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza imaterial, tomados em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade, que inclui os espaços destinados às manifestações artístico-culturais.

História

A história da Feira-Hippie começou na década de 60, quando hippies expunham suas peças artesanais no Parque Mutirama. Posteriormente, eles foram para a Praça Universitária, seguindo para a Praça Cívica, depois para a avenida Goiás e por último para a Praça do Trabalhador, onde funciona até hoje. A feira surgiu a partir do encontro de pessoas que se identificavam com o Movimento Hippie, nas décadas de 60 e 70, comercializando bijuterias artesanais, pinturas, objetos artísticos e antiguidades. Já nas últimas décadas começou a abrir espaço para outras formas de mercadoria, se adequando às novas necessidades da população, porém, sem perder sua característica de estilo de vida. Atualmente, na Feira Hippie é possível encontrar artesanatos, exposição de artistas plásticos, eletrônicos, calçados, roupas, artigos regionais e ainda comidas típicas.


O funcionamento da feira inicia na sexta-feira, após às 18 horas, e encerra somente às 15 horas do domingo. Quão grande é a procura, os feirantes tiveram que se adequar para atender a todos.

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CÂMARA MUNICIPAL DE GOIÂNIA - Gab. 15                                     Vereadora Priscilla Tejota                                        priscillatejota@camaragyn.gov.br                    (62) 3524-4305